quarta-feira, 31 de julho de 2013

AS ELEIÇÕES E A PARÁBOLA DE JOTÃO



As eleições e a parábola de Jotão

No tempo dos juízes, Israel não tinha rei. Eles não eram organizados politicamente nem socialmente como nação, mas viviam como tribos que cultivavam a terra e criavam rebanhos. Gideão foi um dos principais Juízes de Israel, quando o Senhor o chamou para libertar os israelitas do jugo dos amalequitas. A primeira orientação que Deus deu a Gideão foi que ele destruísse os ídolos da casa de seu pai, quebrando assim a influência e a herança que recebera de sua família. Gideão mostrou com isso que estava consciente do chamado do Senhor.

Após a sua vitória contra os seus inimigos, os israelitas quiseram fazer de Gideão seu rei, mas ele não aceitou. Um de seus filhos chamado Abimeleque se apresentou desejando o cargo, e para isso matou todos os seus irmãos, para que não houvesse concorrentes. Um de seus irmãos, o mais novo, conseguiu escapar da matança. Seu nome era Jotão, o qual proferiu uma parábola para todo o Israel, advertindo-o contra o reinado de seu cruel irmão Abimeleque.

Juízes 9. 8 ao 15
A parábola de Jotão nos fala de uma assembleia feita pelas árvores, que desejavam que uma delas pudesse reinar e trabalhar pelas demais. Procuraram as árvores mais especiais, que produziam os melhores frutos.
Então as árvores foram até a Figueira e perguntaram-na: "Figueira, precisamos de alguém que reine sobre nós e possa trabalhar em nosso favor. Poderias tu assumir o comando de nosso reino?", e a Figueira respondeu: "Não!!! Como eu poderia deixar de produzir os meus frutos, que alimentam à todos, para trabalhar para vocês? A resposta é Não!". A Figueira é uma árvore extremamente importante, pois seus frutos servem de alimento para animais dispersores de sementes na natureza. Até mesmo os frutos caídos no chão e na água, servem de alimento para os peixes e outros insetos, portanto, como poderia uma árvore tão importante como a Figueira deixar de produzir os seus frutos para trabalhar em favor das outras árvores.

Dirigiram-se então para a Videira e perguntaram mais uma vez: "Videira, queremos que reine sobre nós, e que trabalhe em nosso favor", mas a Videira respondeu que não. Como poderia a Videira, uma árvore que produz o vinho, que alegra aos homens, deixar a sua função, somente para liderar as árvores; e mais uma vez a resposta foi não.
Então as árvores foram até o Espinheiro, e lhe propuseram que reinasse sobre as demais. O Espinheiro é uma árvore que não produz nenhum bom fruto, pelo contrário, seus espinhos sufocam e matam as plantações. E ele respondeu: “Vocês querem que eu reine”? Tudo bem; podem vir e se refugiar debaixo de minha sombra, mas se não vierem, eu soltarei fogo, que virá e consumirá até os cedros do Líbano.

 A oliveira – Tipifica a unção, o derramar do Espírito Santo e os dons espirituais na vida da Igreja. As revelações e a direção que o Senhor pelo seu Espírito tem dado ao seu povo.

A figueira – Representa aquilo que está ligado a Israel como nação. É a profecia que veio através dos profetas do Velho Testamento. As revelações contidas nos escritos dos profetas e na história do povo de Israel.

A videira – Aponta para a Igreja, para o plano de Salvação através do Sangue de Jesus, o novo nascimento, a doutrina de Corpo (cacho de uvas), o louvor a glorificação e a graça.

O espinheiro – É tudo aquilo que é próprio da natureza humana e que fere os outros. É aquilo que é ruim e que não dá fruto algum. É a mentira (não tem sombra), a maledicência, o preconceito, a falta de amor, etc. no meio da Igreja. O espinheiro quando se estabelece é como fogo que destrói o cedro (Obra).

O cedro – Tipifica a Obra do Senhor. O cedro é uma árvore gigantesca, com um tronco reto, de madeira de lei, que chega a 30 m de altura por 5 m de diâmetro. É muita pretensão do espinheiro querer queimar uma árvore como o cedro.
Conclusão – Nós temos que cultivar na Igreja hoje em dia a Oliveira, a Figueira e a Videira. Aquilo que elas representam espiritualmente precisam reinar no nosso meio. Se elas não reinarem, o Espinheiro termina reinando, e quando isso acontece, o Cedro, que é tipo da Obra, corre o risco de ser destruído.

O Brasil está às vésperas de uma eleição, onde os atuais governantes trabalham já em campanha em busca de reeleição. Entretanto, a democracia deu ao povo a oportunidade de participar diretamente do pleito. Hoje, elegemos nossos pares, pois a Constituição assegura que todos são iguais perante a lei, não havendo distinção de cor, sexo ou religião. Dessa forma, todos nós que somos eleitores somos corresponsáveis pela política, pois cabe aos cidadãos dizer sim ou não às propostas de cada candidato. No próximo ano, todos os cidadãos, ricos e pobres, brancos e negros, cristãos e ateus, irão às urnas para eleger candidatos que vão dirigir os rumos da nossa nação.

Nesse contexto cabe uma reflexão sobre a Parábola de Jotão (Jz 9:8-15). Observemos: “A parábola de Jotão apresenta lições importantes sobre a ação do povo de Deus no contexto político. Logo depois de Abimeleque ter assassinado seus 69 irmãos, os habitantes de Siquém decidem proclamar o fratricida seu rei. Jotão foi o único filho de Gideão a escapar com vida. É justamente durante a cerimônia de coroação que Jotão profere essa parábola profética contra o irmão e o povo, que além de patrocinar o mal o exaltava publicamente”. Diante dessa parábola, devemos refletir sobre a realidade política em que o Brasil atravessa, tirando conclusões e assumindo novas posturas diante do pleito que se aproxima.

I – Quando os bons se omitem, os maus assumem o poder.
A parábola afirma que inúmeras árvores foram cogitadas para reinar: a oliveira, a figueira e a videira. Contudo, nenhuma delas quis assumir essa responsabilidade. Diante disso, não havia outra saída senão convidar o espinheiro para exercer tal função.
II - Essa parábola ilustra que a presença de um mau governo se deve em função da omissão daqueles que poderiam fazer um bom governo.
III - O apóstolo Tiago registra em sua carta: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg 4:17).
IV - O Brasil tem sido governado por espinheiros porque as oliveiras, as figueiras e as videiras estão se omitindo. Eis o motivo pelo qual a nação padece diante da gestão de pessoas inescrupulosas que estão interessadas unicamente no benefício próprio. Ética e moral são conceitos desconhecidos pela maioria de nossos parlamentares. Como bem disse Robinson Cavalcanti: “A maior crise que o país está vivendo não é econômica ou social, mas uma crise moral”[2].
V - A Bíblia está repleta de exemplos que reis e príncipes que conduziram a nação de Israel à apostasia. Há uma máxima popular que é verdadeira: o povo é o reflexo de sua liderança. Muitos cristãos estão à margem dos acontecimentos, alienados ao processo eleitoral.

A Igreja brasileira, que deveria ser uma voz profética para bradar contra a impiedade de nossos governantes espinheiros, tem se prostituído com esse sistema corrupto. Em tempos de eleição, muitos púlpitos são transformados em verdadeiros palanques eleitorais onde candidatos profanos sobem ao altar de Deus para manipular um rebanho que se tornou massa de manobra.

A igreja brasileira não deve apenas orar, mas, sobretudo, ser uma Igreja consciente! Se há um dom que carecemos na atualidade é o dom do discernimento. Precisamos que homens e mulheres vocacionados por Deus se levantem para lutar pelos valores e princípios que a nação tem perdido. Nós podemos ser as árvores frondosas de que o país precisa. Não podemos omitir-nos nem achar que todos os que exercem a política são espinhos! Se os espinhos estão lá é porque as árvores se furtaram do seu papel.

VI – Para servir é preciso sacrificar-se; para ser servido é preciso sacrificar os outros. Eis o motivo pelo qual muitos não querem servir nem se transformar em benção na vida dos outros. Perceba que oliveira disse: “Deixaria eu o meu óleo, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores?” (v. 9). Da mesma forma, a figueira se esquivou: “Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto e iria pairar sobre as árvores?” (v. 11). Semelhantemente, a videira apresentou sua justificativa: “Deixaria eu o meu vinho, que agrada a Deus e aos homens e iria pairar sobre vós” (v. 13). Como se pode observar, o serviço exige abnegação e sacrifício, qualidades que nem todos estão dispostos a buscar.
As pessoas não estão interessadas em sair da sua zona de conforto para se envolver nos problemas dos outros. Então, houve uma inversão abrupta da função pública, pois aqueles que deveriam se valer do cargo para servir os outros, utilizam o posto e suas prerrogativas para benefício próprio, em detrimento da opressão de seus súditos.
De acordo com a parábola, o rei deveria pairar sobre as demais árvores, dando proteção e sombra a elas.  A função do rei seria servir as demais árvores. Contudo, ao ser empossado rei, o espinheiro disse: “Vinde e refugiai-vos debaixo de minha sombra; mas, se não, saia do espinheiro fogo que consuma os cedros do Líbano” (v. 15). Ou seja, aquele que deveria ser um instrumento de benção, torna-se uma maldição. O espinheiro subjugou as demais árvores e passou a oprimi-las.
Essa história é um retrato contemporâneo da política no Brasil. Basta ver e ouvir as propostas na propaganda eleitoral para vislumbrar que aquilo que se propõe é bem diferente da prática.

Sendo assim, quero alertar você para duas atitudes que você deve assumir com relação às próximas eleições:

Primeira Atitude:
Ore! O apóstolo Paulo fez a seguinte exortação ao seu filho na fé, Timóteo: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda a piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador.” (I Tm 2:1-3).

Segunda Atitude:
Vote com consciência! Como servo de Deus, seu primeiro compromisso é com a Palavra de Deus. Portanto, votar em candidatos que são instrumentos de satanás para implantar a institucionalização da iniquidade é uma contradição. Portanto, saiba em quem você está votando e quais são suas propostas de governo. Leia o que escreveu Salomão: "Não havendo sábia direção, cai o povo..." (Pv. 11:14).

Quantas pessoas gritam e clamam por socorro, pedindo a minha e a sua ajuda, e muitas das vezes temos ficado de braços cruzados, pensando que estamos produzindo bons frutos para o Reino de Deus, mas na verdade estamos nos omitindo, e entregando essas almas ao poder do inimigo.
Quantas vezes temos a oportunidade de evangelizar e não temos feito isso. Quando nos omitimos, não estamos simplesmente recusando o trabalho, estamos permitindo que vidas sejam enganadas pelo destruidor que quer escravizá-las debaixo de seus espinhos. Enquanto estamos bem confortáveis em nossas igrejas, todo domingo, adorando à Deus e mostrando nossos frutos, Almas têm padecido.

Sabe o que acontece quando você tem a oportunidade de ser útil à obra de Deus e não faz? Quando você pode evangelizar e não vai? Enquanto você se omite, o inimigo está trabalhando e conquistando almas para si. E o que ele tem reservado para elas é o fogo. Infelizmente existem várias filosofias de vida que estão de braços abertos, prontas para abrigar à sua sombra essas almas, com ensinamentos que ferem integralmente a palavra de Deus, além de projetos que apoiam coisas abomináveis por Deus.

De todas as áreas da vida do cidadão, a política tem sido uma em que muitos cristãos não têm sido bem sucedidos, por não serem apoiados pelos irmãos, que infelizmente se vendem por benefícios pessoais, chinelos, pares de sapatos, vendendo suas consciências, pecando contra seus irmãos e contra a própria palavra de Deus. Veja a expressão do Profeta Amós contra os que compram votos: (Amós 8:4-7)... Ouvi isto, vós que anelais o abatimento do necessitado; e destruís os miseráveis da terra, Dizendo: Quando passará a lua nova, para vendermos o grão, e o sábado, para abrirmos os celeiros de trigo, diminuindo o efa, e aumentando o siclo, e procedendo dolosamente com balanças enganosas, Para comprarmos os pobres por dinheiro, e os necessitados por um par de sapatos, e para vendermos o refugo do trigo. Jurou o SENHOR pela glória de Jacó: Eu não me esquecerei de todas as suas obras para sempre. A corrupção é uma conspiração contra Deus - Deus é justo e não tolera nenhuma forma de injustiça. Deus abomina a balança falsa e a medida enganosa. Deus reprova aqueles que se enriquecem ilicitamente e os que aumentam suas riquezas usando a violência e a desonestidade. Deus requer e merece honestidade. A Bíblia diz em Salmos 51:6 “Eis que desejas que a verdade esteja no íntimo; faze-me, pois, conhecer a sabedoria no secreto da minha alma.”
A desonestidade causa dor e dura tanto quanto a ferida fisica. A Bíblia diz em Provérbios 25:18 “Malho, e espada, e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo.”
O Senhor não aprova desonestidade em transações de negócios. A Bíblia diz em Provérbios 20:23 “Pesos fraudulentos são abomináveis ao Senhor; e balanças enganosas não são boas.”  Provérbios 11:1 “A balança enganosa é abominação para o Senhor; mas o peso justo é o seu prazer.” Deus prefere que sejamos honestos de que demos ofertas. A Bíblia diz em Provérbios 21:3 “Fazer justiça e julgar com retidão é mais aceitável ao Senhor do que oferecer-lhe sacrifício”.

Quando você tira o apoio de um domestico da fé e apoia um ímpio, você está contrariando a palavra de Deus: (Prov. 14: 21)... O que despreza ao seu próximo peca, mas o que se compadece dos humildes é bem-aventurado.
Escolha um de entre seus irmãos: (Deut. 17: 15)... Porás certamente sobre ti como rei aquele que escolher o SENHOR teu Deus; dentre teus irmãos porás rei sobre ti; não poderás pôr homem estranho sobre ti, que não seja de teus irmãos;
Você que elege um ímpio, é culpado pelo sofrimento do povo de Deus: (Prov. 29:2)... Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme. (Pv 11.10)... No bem dos justos, exulta a cidade; e, perecendo os ímpios, há júbilo. (Pv 28.28)... Quando os ímpios sobem, os homens se escondem, mas, quando eles perecem, os justos se multiplicam.
Pv 29.2 Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas, quando o ímpio domina, o povo suspira.
Ec 10.6 O tolo, assentam-no em grandes alturas, mas os ricos estão assentados em lugar baixo.

Preferência por candidato cristão.  Nossa formação moral, ética e espiritual nos dá plena condição para melhor servir à sociedade em qualquer área, inclusive na política.
·         (Jó 34.30)... para que o ímpio não reine, e não haja quem iluda o povo.
·         (Sl 71.4)... Livra-me, Deus meu, da mão do ímpio, do poder do homem injusto e cruel,
·         (Pv 17.15)... O que justifica o ímpio, e o que condena o justo, são abomináveis ao Senhor, tanto um como o outro.
·         (Pv 18.5)... Não é bom ter respeito à pessoa do ímpio, nem privar o justo do seu direito.
·         (Pv 28.15)... Como leão bramidor, e urso faminto, assim é o ímpio que domina sobre um povo pobre.
·         (Pv 29.2)... Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme.
·         (Is 26.10)... Ainda que se mostre favor ao ímpio, ele não aprende a justiça; até na terra da retidão ele pratica a iniquidade, e não atenta para a majestade do Senhor.

O que a igreja pode sofrer com os maus políticos. Os políticos que não conhecem a palavra de DEUS estão a agradar os diversos grupos que existem sem se importar com o que é certo ou errado, o que lhes interessa é votos e dinheiro na suíça ou em outro paraíso fiscal; não estão (em sua esmagadora maioria) nem um pouco interessados em resolver os problemas sociais de nosso país e muito menos preocupados ainda com o que DEUS acha. Vemos sendo aprovados nas casas legislativas, diversos projetos de ímpios inspirados por Satanás, muitos que anulam o que Deus estabeleceu para a família.

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