quinta-feira, 19 de março de 2015

A ESCOLA DO DESERTO NOS CAPACITA PARA A GRANDE OBRA DO MESTRE.

Quando Deus nos faz passar pela Escola do Deserto, é para nos capacitar mais e mais na sua Obra.

A Palavra de Deus, através do Profeta Isaías, nos traz algo maravilhoso nos falando sobre caminho no deserto, com uma promessa de socorro e suprimento: (Is. 43:19-21)... Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis? Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo. Os animais do campo me glorificarão, os chacais e os filhotes de avestruzes; porque porei águas no deserto e rios, no ermo, para dar de beber ao meu povo, ao meu escolhido, ao povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor.

Quem já passou por um deserto sabe o que significa ficar nessa situação. O deserto apresenta muitas características que o identificam, tais como: solidão, tristeza, angústia, desconforto, perseguições, calúnias, perturbações que em muitas das vezes nos causa temor. Quando estivermos passando por uma situação que possua uma dessas características saibamos que estamos passando por um deserto. Deserto é um momento em nossa vida permitido pelo Senhor, e observe à luz da Bíblia que Deus treinou seus líderes mais importantes na escola do deserto. Moisés, Elias, José e Paulo foram treinados por Deus no deserto. O próprio Jesus antes de iniciar o seu ministério passou quarenta dias no deserto. O deserto não é um acidente de percurso, mas uma agenda de Deus, a escola de Deus. E é o próprio Deus quem nos matricula na escola do deserto. Observe três verdades importantes:

1. Na escola do deserto aprendemos que Deus está mais interessado em quem somos do que naquilo que fazemos - Deus nos leva para o deserto para falar ao nosso coração. No deserto ele nos humilha, não para nos destruir, mas para nos restaurar. No deserto, Deus trabalha em nós, muito antes de trabalhar através de nós, provando que ele está mais interessado em nossa vida do que em nosso trabalho. Vida com Deus precede trabalho para Deus. Motivação é mais importante do que realização. Nossa maior prioridade não é fazer a obra de Deus, mas ter intimidade com o Deus da obra. O Deus da obra é mais importante do que a obra de Deus. Quando Jesus chamou os doze apóstolos, designou-os para estarem com ele; só então, os enviou a pregar.

2. Na escola do deserto aprendemos a depender mais do provedor do que da provisão. Quando o profeta Elias foi arrancado do palácio do rei e enviado para o deserto, ele deveria beber da fonte de Querite e ser alimentado pelos corvos. Naquele esconderijo no deserto, o profeta deveria depender do provedor mais do que da provisão. Deus o sustentaria ou ele pereceria. É fácil depender da provisão quando nós a temos e a administramos. Mas na escola do deserto aprendemos que nosso sustento vem do provedor e não da provisão. Quando nossa provisão acaba, devemos entender que Deus é provedor por excelência e os seus celeiros sempre estão abarrotados daquilo que carecemos.

3. Na escola do deserto aprendemos que o treinamento de Deus tem o propósito de nos capacitar para uma grande obra. Todas as pessoas que foram treinadas por Deus no deserto foram grandemente usadas por Deus. Quanto mais intenso é o treinamento, mais podemos ser instrumentalizados pelo Altíssimo. Observemos alguns exemplos:
- Abraão passou pelo deserto quando seguia para o monte Moriá, levando seu único filho, o filho da promessa, o qual Deus havia dado. Imagine a dor de caminhar para o local onde você com suas próprias mãos mataria seu filho por ordem de Deus, nós sabemos claramente que Deus não aceita sacrifício de humanos, mas que Ele resolveu testar Abraão, que cumpriu e executou todas as ordens de Deus sem reclamar, quem pode imaginar a dor quando perguntou Isaque a seu pai “temos a lenha e o fogo, mas onde está o cordeiro?” E Abraão disse: “ Deus proverá o cordeiro”, Abraão tinha fé, acreditava em Deus, e sabia que ele tinha poder de ressuscitar seu filho mesmo se ele fosse sacrificado, e por isso Abraão é chamado pai de fé, pois creu em Deus e foi além do racional, se entregou a Deus adentrou no deserto e teve a vitória, sendo chamado como aquele que era amigo de Deus.
- Moisés foi treinado por Deus quarenta anos no deserto, pôde libertar Israel da escravidão e guiar esse povo rumo à terra prometida;
- José passou pela escola do deserto: Seus próprios irmãos, incomodados, passaram a chamá-lo de sonhador e tramaram sua morte, mas desistiram, e resolveram vendê-lo a um mercador de escravos ismaelita, com quem cruzaram no caminho, fazendo seu pai Jacó lamentar-se profundamente a perda de seu filho. No Egito, foi vendido para Potifar, (oficial e capitão da guarda do rei). José com muito esforço e dedicação, tornou-se administrador da casa e dos demais escravos de Potifar e aprendeu o idioma egípcio. Porém, o deserto continua, quando a esposa de Potifar desejou seduzi-lo, e, diante da recusa de José, ela passou a acusá-lo de tentativa de abuso, o que fez com que José fosse preso. Mas, Deus que não dorme, fez o Rei sonhar e através da interpretação do sonho do rei, José tornou-se governador do Egito.
- Ezequiel foi levado a um lugar de morte “o vale de ossos secos”, pois era lá que Deus querida lhe mostrar sua capacidade de erguer um grande exercito em Israel. E sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu. (Ezequiel 37:13).
- Elias foi graduado na escola do deserto e assim, pôde enfrentar com galhardia, a fúria do ímpio rei Acabe e trazer de volta a nação apóstata para a presença de Deus;
Paulo passou três anos no deserto da Arábia, ele foi preparado por Deus para ser o maior líder do Cristianismo.
- João Batista, aquele o qual disse o profeta Isaías “Voz do que clama no deserto, preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas”. ( Is 40:3), apareceu para pregar o evangelho do arrependimento no deserto, anunciando a vinda do nosso salvador, e é interessante perceber que os que se arrependiam se arrependiam no deserto, não em suas casas ou nas suas cidades, mas quando passavam pelo deserto é que se arrependiam de seus pecados, quantos não são assim, hoje, temos que passar pelo deserto para nos arrependermos. Vemos também que Jesus foi ao encontro de João e por ele foi batizado, no deserto.
- Davi permaneceu no deserto, nos lugares fortes, e ficou em um monte no deserto de Zife; e Saul o buscava todos os dias, porém Deus não o entregou na sua mão (1 Samuel 23:14).
- Jesus antes de começar sua obra missionária e salvadora do mundo também passou pelo deserto logo após ser Batizado por João, e ficou sem comer por 40 dias e 40 noites, onde diz a bíblia que teve fome, e quando ele estava fragilizado apareceu Satanás para tentá-lo, note que o inimigo o tentou três vezes, não foi uma nem duas, mesmo sabendo que falava com o filho de Deus tentou-o a desistir, mas Jesus foi sábio e fiel e pôs o diabo para correr.
- João foi levado cativo à ilha de Patmos, e foi lá que Deus deu pra ele, a maior revelação das coisas que irão acontecer, escrevendo o livro de Apocalipse;
Quando Deus nos leva para o deserto é para nos equipar e depois nos usar com graça e poder em sua obra. Deus não desperdiça sofrimento na vida dos seus filhos. Ele os treina na escola do deserto e depois os usa com grande poder na sua obra. Não precisamos ter medo do deserto, se aquele que nos leva para essa escola está no comando desse treinamento.

Há um segrego, quanto maior o deserto na sua vida maior a sua vitória, quanto maior as provas, maior o plano de Deus para você, glorifique a Deus no deserto dos seus problemas, de glória ao seu nome, exalte, exulte, confie e creia, anime-se poir ele quer te dar a vitória, não deixe que o inimigo com falsas acusações e falsas palavras venha te afastar de Deus, Deus te ama pois Deus só prova aqueles que ele quer aprovar.

Há momentos em que parece que entramos num assustador período de sequidão espiritual, no qual pensamos que nada poderá nos salvar. Quase desistimos de lutar e ficamos como Jó que, num momento de quase que total desespero, disse: (Jó 23:2-9)... Até agora me queixo com amargura; a mão dele é pesada, a despeito de meu gemido. Se tão-somente eu soubesse onde encontrá-lo e como ir à sua habitação! Eu lhe apresentaria a minha causa e encheria a minha boca de argumentos. Estudaria o que ele me respondesse e analisaria o que me dissesse. Será que ele se oporia a mim com grande poder? Não, ele não me faria acusações. O homem íntegro poderia apresentar-lhe sua causa; eu seria liberto para sempre de quem me julga. Mas, se vou para o oriente, lá ele não está; se vou para o ocidente, não o encontro. Quando ele está em ação no norte, não o enxergo; quando vai para o sul, nem sombra dele eu vejo. Observe o que finaliza Jó, (Jó 23:10)... Mas ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova, aparecerei como o ouro.

Se você está se sentindo desta forma, busca Deus e só escuta o silêncio, se os seus ossos parecem ter se envelhecido pelos seus constantes gemidos, de dia e de noite, e seu vigor se tornou como sequidão de estio (Sm 32:3-4). Se você tem buscado uma saída e, não importa o que te digam, nada parece mudar a situação, bem vindo, você está no deserto. Tudo vai depender de como você irá lidar com esta situação.

Se alguém estiver em um deserto, precisa entender que a postura e a maneira com que se entende o deserto vão ser sempre fundamentais para que ele dure só o tempo necessário, nada mais do que isso. O programa do deserto é intenso. O curso é muito puxado. Mas, aqueles que se graduam nessa escola são instrumentalizados e grandemente usados por Deus!

Paz a todos.
Pastor João Marcos Ferreira.

2 comentários:

  1. Meu Deus que verdade tremenda!
    O senhor é uma benção meu irmão, meu pastor, Joao Marcos
    Te amo em Cristo Jesus!

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  2. Tremendo, Glória a Deus!!!!!!!!!!! Eis me aqui Senhor.

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